CARTA FICTÍCIA (De uma criança atenta)

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Edição n° 07

Por Adailton Ferreira

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Essa criança poderia ser qualquer um de nós, leitor, acredite. E é certo que ela chegaria para a mãe, ou mesmo para o pai, e diria: __Pai, o que é um teatro? __ pergunta feita, aguçada pela curiosidade da idade, tornou-se inevitável depois das palavras de um professor na sala de aula. Ele disse: “Vocês precisam ir ao teatro; criança tem que ir ao teatro”.

Diante da pergunta, bem provável que a resposta sairia assim: “É uma casa de espetáculos, filho, mas quase não tem eventos para crianças”.

__E por que não tem? __ continuaria insistentemente o inocente.

__Ah, quem pode responder isso é o prefeito; ou outra autoridade qualquer, sei lá!

Estamos falando aqui de uma criança atenta; e uma carta, ao prefeito, não demorou a ser escrita:

“Querido senhor prefeito. Quero dizer para o senhor, nesta carta, que aqui em Carapicuíba o teatro precisa de mais espetáculos para crianças. A criançada, se for ao teatro, vai ficar muito feliz. Meu nome é João da Silva Santos Souza, e é um prazer falar com o senhor”.

Assinada a carta, o pequeno João faria a correspondência chegar ao Correio. Entretanto, amigo leitor, se a carta chegaria, ou não, às mãos do prefeito, isto já é um assunto que não cabe a uma criança.