Cálculos Renais

Edição n°25

Por Thiago Oliveira Borges

Cálculos renais, mais conhecidos como “pedras nos rins” são massas sólidas formadas por pequenos cristais, podendo ser encontrados nos rins ou em qualquer outro órgão do sistema urinário. Existem 04 tipos de cálculos renais, sendo que um se diferencia do outro.

Quais os tipos de cálculos renais existentes?

Cálculos de Cálcio: são os mais comuns. Ocorrem mais em homens do que mulheres e costumam aparecer na faixa etária entre 20 e 30 anos. Esse tipo de cálculo tende a reaparecer após o tratamento. Para formar a pedra o cálcio pode ser combinado com outras substâncias, tais como o oxalato, o fosfato ou o carbonato.

Cálculos de cistina: estes podem aparecer em pessoas que tem cistinúria, uma doença renal hereditária que afeta tanto homens como mulheres.

Cálculos de estruvita: encontrados principalmente em mulheres com infecção do trato urinário. Essas pedras podem crescer muito e bloquear o rim, o ureter ou a bexiga.

Cálculos de ácido úrico: acontecem com pessoas que perdem muito líquido, que, infelizmente, não é recuperado com hidratação. São mais frequentes em homens do que em mulheres. Porém costumam ocorrer juntamente com dietas ricas em proteína, gota ou quimioterapia. Fatores genéticos podem contribuir para o surgimento desse tipo de pedras no rim.

De modo geral, as pedras no rim são formadas quando a urina apresenta quantidades de determinadas substâncias pouco maiores que o normal, como cálcio, oxalato e ácido úrico. Tais substâncias podem se aglutinar e formar pequenos cristais, os quais, em seguida, se transformarão em pedras.

No início uma ou mais pedras no rim podem não apresentar sintomas. Entretanto, quando elas começam a se movimentar dentro do rim ou de outros órgãos do trato urinário é que a dor começa. Os principais sintomas de cálculos renais são: dores intensas que se espalham pela região abdominal; dores que vem e vão, variando a intensidade; dor ao urinar; urina com sangue, avermelhada, amarronzada ou rosada; náusea e vômitos; necessidade persistente em urinar; febre e calafrios em caso de infecção.

O tratamento não é sempre o mesmo: como citado, existem mais de um tipo de cálculo renal (pedras nos rins)

 

A cirurgia é sempre necessária ou existe tratamento?

Quando as pedras são pequenas e não manifestam muitos sintomas, o paciente não precisará passar por procedimentos muito invasivos. Nesses casos, o médico poderá indicar algumas medidas que ajudam na recuperação:

Beber muita água (de dois a três litros por dia) ajuda a eliminar as pedras por meio da urina. Analgésicos para a dor provocada pelo cálculo renal também são uma opção.

No entanto, quando as pedras são grandes e causam sintomas mais fortes ao paciente, o tratamento deve ser diferenciado. Pedras maiores não podem ser expelidas sozinhas, podem causar sangramentos, danos mais graves aos rins e infecções no trato urinário. Para esses casos, procedimentos mais invasivos devem ser utilizados, a exemplo de:

Litotripsia extracorpórea por ondas de choque eletrohidráulicas. Esse tipo de tratamento consiste na criação de fortes vibrações para quebrar as pedras e facilitar a excreção

Traqueostomia percutânea: consiste na retirada cirúrgica de pedras maiores por meio de um pequeno corte feito nas costas do paciente

Ureteroscopia. O médico inserirá um tubo muito fino por meio da uretra do paciente para retirar as pedras presentes no trato urinário

Cirurgia de glândulas paratireoides. Uma alteração nas glândulas paratireoides, localizada próxima à tireoide, faz com que ela aumente os níveis de cálcio no corpo, podendo causar pedras no rim. Uma cirurgia nessas glândulas pode ser a solução para regular a produção do hormônio.