FELIZ 2026: Brasil desenvolve primeira vacina de dose única contra a dengue

Por Wandir Coelho Cavalheiro MTB/DRT N° 0086671

Diante de inúmeras campanhas publicitárias impressas contra a dengue, promovidas ao longo dos últimos anos pelo Grupo Editora Alphaville, responsável pela equipe filantrópica do jornal Folha Carapicuibana na região oeste da Grande São Paulo, é com imensa satisfação e dever de missão cumprida que este periódico recebe a informação de que o Brasil dá um passo decisivo no combate à doença. O Instituto Butantan acaba de concluir a fase final de testes da Butantan-DV, a primeira vacina brasileira e mundial de dose única contra os quatro sorotipos do vírus da dengue.

Os números justificam a urgência: segundo o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), o país já registra mais de 1 milhão de casos prováveis e 681 mortes somente em 2025. Diante desse cenário crítico, o anúncio do Butantan surge como um raio de esperança. Afinal, o país finda este ano em meio a um dos piores anos de dengue da história recente.

Os resultados dos estudos clínicos de Fase 3, os quais envolveram milhares de voluntários, comprovaram que a vacina é segura e eficaz. Diferentemente de outras vacinas já existentes, a Butantan-DV demonstrou um bom perfil de proteção – mesmo para aqueles que nunca tiveram contato prévio com o vírus. Os efeitos colaterais observados foram majoritariamente leves, sendo apenas vermelhidão no local da aplicação, dor de cabeça e fadiga, com rápida recuperação.

Para o diretor do Instituto Butantan, Dr. Esper Kallás, este é um marco. “É um feito histórico para a ciência e a saúde do Brasil”, declarou. “Uma doença que nos aflige há décadas agora poderá ser enfrentada com uma arma muito poderosa. Um desenvolvimento feito por cientistas, trabalhadores e voluntários brasileiros que poderá salvar vidas por todo o país”, completa o renomado médico infectologista e professor-pesquisador da Faculdade de Medicina da USP. Vale lembrar que o professor, Titular no Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da FMUSP, formando novos profissionais e pesquisadores, é conhecido por sua pesquisa em doenças infecciosas como HIV, dengue e Covid-19, com foco em imunopatologia; atuando na linha de frente clínica e coordenando ensaios clínicos e desenvolvimento de vacinas, como a CoronaVac.

Sob a sua brilhante direção, o Instituto Butantan iniciou a produção mesmo antes da aprovação final da Anvisa – que ocorreu em 08 de dezembro de 2025. A estratégia envolve produção nacional e uma grande parceria internacional para ampliação em larga escala. Esta expansão, propriamente, será viabilizada por uma parceria de transferência de tecnologia com a empresa chinesa WuXi Vaccines – que além de permitir a produção em grande escala, fortalece a autonomia tecnológica do Brasil.

Ademais, a característica de dose única é um diferencial logístico crucial, pois facilita a adesão da população e a organização das campanhas, permitindo proteger mais pessoas rapidamente. A vacina é aprovada para pessoas de 12 a 59 anos e protege contra os quatro sorotipos do vírus.

O Butantan já estuda a ampliação da faixa etária para crianças (2-11 anos) e idosos (60-79 anos), o que poderá ampliar ainda mais o público beneficiado no futuro.

Acesse o Artigo Científico, desenvolvido e publicado neste mês de dezembro/2025 pela jornalista e pesquisadora multidisciplinar, Fabiana Rodovalho Nemet:

Surto de dengue em Osasco (2024-2025): análise à luz da Constituição Federal e da Lei Nº 8.080/1990.