Edição 93 – abril de 2018
Por Fabiana Rodovalho Nemet Nº USP: 10 14 10 70
Na tarde do último sábado, dia 31 de março, o jornal Folha Carapicuibana recebeu alguns e-mail, com prioridade de urgência, respectivamente enviados por um grupo de servidores públicos de um dos departamentos da área da saúde do município de Osasco e por algumas testemunhas, relatando um acidente ocorrido naquele mesmo dia, que, a propósito, quase culminou em uma eventualidade fatal.
No final do período da manhã, dois servidores municipais que operam uma das ambulâncias do SAMU realizavam procedimentos operacionais no veículo, devidamente parado no estacionamento, destinado aos veículos de emergência do Hospital Municipal Antonio Giglio, quando o carro foi brutalmente atingido por outra ambulância, supostamente sem freios.
“No momento, quando vimos o veículo desgovernado, vi que o colega correu em direção à rua e o outro só poderia correr rumo à calçada, onde já estava. Mas a ambulância desgovernada, por estar supostamente sem freios, chegou antes, colidindo fortemente com uma das colunas da cobertura do estacionamento do hospital, inutilizando umas das portas traseiras da ambulância estacionada. Por muito pouco o enfermeiro que estava na calçada, trabalhando em sua ambulância, não foi esmagado”, conta um dos servidores presentes no local.
O veículo atingido tinha acabado de deixar um paciente no hospital e, como procedimento, estava sendo preparado para atender aos novos chamados emergenciais. A ambulância que perdeu os freios, por sua vez, estava chegando a fim de realizar uma remoção de paciente.
Há 08 ambulâncias no município de Osasco, mas, em razão do acidente, duas delas estão fora de circulação.
“Imaginem vocês uma ambulância desgovernada por falta de freios… A cena foi rápida e terrível, quase matou o enfermeiro. Isso é um absurdo, pois se a ambulância o atingisse ou se estivesse carregando um paciente no momento do acidente, a fatalidade seria ainda maior. Como é feita a manutenção dos veículos que rodam 24 horas por dia? Como é feita a fiscalização do motorista? De qualquer forma, de quem é a responsabilidade, prefeito?” Indagou outra testemunha ocular, presente na entrada do hospital, ao lado de outras pessoas que presenciaram o acidente em sua integridade.
De acordo com a denúncia por meio de ocorrência na Delegacia de Polícia da região, devidamente formalizada entre as parte envolvidas, o jornal Folha Carapicuibana solicita, ao prefeito Rogério Lins, as providências cabais conforme a apuração dos fatos.