Edição n°43

Muitas doenças, embora conhecidas, ainda não são claras quanto às causas e motivos. Hoje, falaremos de uma doença muito complexa: a esquizofrenia – transtorno psiquiátrico caracterizado por uma alteração cerebral que dificulta o correto julgamento sobre a realidade, a produção de pensamentos simbólicos e abstratos, bem como a elaboração de respostas emocionais complexas.
Ainda não se conhecem todos os mecanismos cerebrais que promovem os sintomas relacionados à esquizofrenia, mas, atualmente, sabe-se que se trata de uma doença química cerebral decorrente de alterações em vários sistemas bioquímicos (neurotransmissores) e vias neuronais cerebrais. Vários genes em combinação são responsáveis por estas alterações cerebrais. O ambiente, ou seja, as relações vitais que a pessoa estabelece funcionam como fatores estressores que contribuem para que estes genes ligados se ativem e a doença apareça.
Não existem fatores psicológicos ou ambientais que causam a esquizofrenia, mas sim fatores de vida, os quais são gatilhos para o início das alterações cerebrais da doença. Várias substâncias químicas, denominadas de neurotransmissores, estão alteradas no cérebro do esquizofrênico, principalmente dopamina e glutamato. Estudos recentes mostram diferenças na estrutura do cérebro e do sistema nervoso central das pessoas com esquizofrenia em comparação aos de pessoas saudáveis.
Fatores de risco:
Embora não se conheça exatamente a causa da esquizofrenia, é sabido pela medicina que há alguns fatores de riscos:
- História familiar de esquizofrenia – as chances são de 10% se tiver um irmão com esquizofrenia, 18% se tiver um irmão gêmeo não idêntico com esquizofrenia, 50% se tiver um irmão gêmeo idêntico com esquizofrenia e 80% se ambos os pais forem afetados por esquizofrenia;
- Ser exposto a toxinas, vírus e à má nutrição dentro do útero da mãe, especialmente nos dois primeiros trimestres da gestação;
- Problemas no parto como falta de oxigênio (hipóxia neonatal);
- Ter um pai com idade mais avançada;
- Uso de maconha e/ou t
Alguns sintomas:
- Não aparentar emoções ou apresentar apatia emocional (indiferença afetiva);
- Não alterar as expressões faciais;
- Ter fala monótona e sem adição de quaisquer movimentos que normalmente dão ênfase emocional ao discurso;
- Diminuição da fala e prejuízo da linguagem;
- Negligência na higiene pessoal;
- Perda de interesse em atividades cotidianas;
- Isolamento social: incapacidade de conseguir sentir prazer.