Edição n° 25
A poupança é o investimento favorito do brasileiro devido a baixa complexidade de regras, o que quer dizer que, quando sobra um dinheiro no orçamento das pessoas, elas tendem a depositar na poupança. Entretanto, os saques da poupança já superam o valor depositado pelo sétimo mês seguido, de acordo com Banco Central (BC).
O resultado é negativo, porém, a diferença líquida registrada é menor que nos meses anteriores. Os saques na poupança chegaram a R$ 160,853 bilhões no mês de julho, e a R$ 1,145 trilhão nos sete meses do ano, superando os depósitos – que em julho ficaram em R$ 159,737 bilhões e a R$ 1,101 trilhão desde o início do ano.
O saldo no mês de julho foi de R$ 641,297 bilhões nas cadernetas de poupança, com rendimento em torno de R$ 4,189 bilhões.
Os saques são recorrentes pela alta tanto dos juros como da inflação, que, por sua vez, torna outros investimentos mais lucrativos. Porém, de modo geral a poupança representa o investimento da classe média e inferiores. Sob esse aspecto, a recessão econômica, culminando no aumento dos preços e no crescimento dos desempregos deixou a população com menos dinheiro para poupar – em muitos casos tendo que sacar o dinheiro para sanar dívidas.